"Cinco primeiros meses do ano foram os mais quentes desde 1880"
"Os cinco primeiros meses deste ano foram os mais quentes desde 1880, quando começaram a ser registadas sistematicamente as temperaturas, informa um relatório do norte-americano Centro Nacional de Dados do Clima. Entre Janeiro e Maio, as temperaturas combinadas da terra e dos oceanos estiveram 0,68 graus Celsius acima da média do século XX..."
"... Em contraste, as temperaturas atingiram valores mais baixos do que o normal no Sudeste dos Estados Unidos, na Ásia Central e na Europa Ocidental, tendo a Alemanha tido, este ano, o mês de Maio mais frio desde 1991. Também em Maio, o gelo do Árctico derreteu 50 por cento mais rápido do que o normal para aquele período do ano, assinalou o Instituto norte-americano..."
Quando é que vamos deixar de estar inertes para as questões ambientais?
5 de julho de 2010
1 de julho de 2010
Restolho
Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Mafalda Veiga
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração
Mafalda Veiga
Não tenho pressa...
Agora que cai a neblina,
Não tenho pressa,
Sento-me e escrevo
As palavras soltas que no céu
Formam constelações de incerteza
E os pensamentos vazios
Fecham as portas do sonho...
Não tenho pressa, de viver
Não tenho pressa de saber
Que da sorte vive o destino
E o que o mundo busca desenfreado
Se consome na leve brisa de um sopro
Sussurros, imagens, pesadelos...
Não tenho pressa,
Mas o Horizonte teima em fugir
A cada passo que dou
Em busca dele
O percurso é longo...
Na incerteza do horizonte,
Caminho devagar, alheia ao mundo
Porque não tenho pressa de chegar...
Não tenho pressa,
Sento-me e escrevo
As palavras soltas que no céu
Formam constelações de incerteza
E os pensamentos vazios
Fecham as portas do sonho...
Não tenho pressa, de viver
Não tenho pressa de saber
Que da sorte vive o destino
E o que o mundo busca desenfreado
Se consome na leve brisa de um sopro
Sussurros, imagens, pesadelos...
Não tenho pressa,
Mas o Horizonte teima em fugir
A cada passo que dou
Em busca dele
O percurso é longo...
Na incerteza do horizonte,
Caminho devagar, alheia ao mundo
Porque não tenho pressa de chegar...
28 de junho de 2010
Maternidade tardia...
Vale a pena ler esta notício do Público que fala sobre as mudanças que o papel da mulher na sociedade tem sofrido e a sua implicância no adiar da maternidade. A notícia pode ser lida na integra aqui.
«...as maternidades tardias vão continuar a aumentar, num país cujas mulheres há 25 anos não garantem a substituição das gerações (para isso seria necessário que cada mulher tivesse em média 2,1 filhos, sendo que, no ano passado, esse valor andava pelos 1,32). Mas, "não estamos a falar de fenómenos transversais a todas as classes sociais", segundo a demógrafa Ana Fernandes. "Nos grupos sociais mais baixos, onde a mulher muitas vezes não tem vida profissional ou tem uma posição profissional precária, muito dependente do marido, a maternidade continua a ser prioritária. O adiamento da maternidade - que acompanha o crescimento da longevidade - afecta fundamentalmente as mulheres de classes altas cujas carreiras profissionais são muito desgastantes e exigentes e por isso conflituam com o ser mãe." Enquanto em Portugal o adiamento da maternidade parece ser tendência para durar, Ana Fernandes nota que, em países como a Noruega, a ideologia feminista começa a querer mudar o calendário . "A afirmação do feminino passou muito pela profissionalização e pela afirmação da mulher no mercado de trabalho, a par com o homem. Agora, porém, começa-se a pôr em causa se esse é o caminho, porque a mulher nunca ficará a par do homem e está a deixar para trás a maternidade, negando-se quase o direito de ter um filho." Não se trata de nenhum regresso ao "lar doce lar", "mas de um passo na afirmação do feminismo, que engloba o reconhecimento de que a criança é muito importante no bem-estar de homens e mulheres".»
«...as maternidades tardias vão continuar a aumentar, num país cujas mulheres há 25 anos não garantem a substituição das gerações (para isso seria necessário que cada mulher tivesse em média 2,1 filhos, sendo que, no ano passado, esse valor andava pelos 1,32). Mas, "não estamos a falar de fenómenos transversais a todas as classes sociais", segundo a demógrafa Ana Fernandes. "Nos grupos sociais mais baixos, onde a mulher muitas vezes não tem vida profissional ou tem uma posição profissional precária, muito dependente do marido, a maternidade continua a ser prioritária. O adiamento da maternidade - que acompanha o crescimento da longevidade - afecta fundamentalmente as mulheres de classes altas cujas carreiras profissionais são muito desgastantes e exigentes e por isso conflituam com o ser mãe." Enquanto em Portugal o adiamento da maternidade parece ser tendência para durar, Ana Fernandes nota que, em países como a Noruega, a ideologia feminista começa a querer mudar o calendário . "A afirmação do feminino passou muito pela profissionalização e pela afirmação da mulher no mercado de trabalho, a par com o homem. Agora, porém, começa-se a pôr em causa se esse é o caminho, porque a mulher nunca ficará a par do homem e está a deixar para trás a maternidade, negando-se quase o direito de ter um filho." Não se trata de nenhum regresso ao "lar doce lar", "mas de um passo na afirmação do feminismo, que engloba o reconhecimento de que a criança é muito importante no bem-estar de homens e mulheres".»
23 de junho de 2010
12 de junho de 2010
Trabalhos de grupo: sonho ou pesadelo?
Os trabalhos de grupo são familiares a todos os estudantes, desde o 5º ano até a Universidade.... Estes tinham tudo para dar certo... Desde haver mais gente para conversar e até divertir-se, como haver mais ideias, mais criatividade, "brainstorming"...
Mas, não há bela sem senão.... E os maravilhosos trabalhos de grupo podem tornar-se verdadeiras confusões e fonte de discussão. Até ao 9º ano não se nota nada, no secundário começam a haver algumas discórdias, e na universidade tornam-se verdadeiros pesadelos... Provavelmente porque vamos crescendo, cada vez mais vamos encontrando gente diferente com ideias diferentes e com métodos de trabalho diferentes. E depois há sempre um desgraçado que tem de trabalhar mais, há competitividade pela melhor nota, há opiniões diferentes que não conseguem coexistir, há sempre alguém que quer mandar, há a falta de paciência e cordialidade, entre outros... E os trabalhos de grupo tornam-se piores quando não nos damos bem com os outros elementos do grupo, e aí é que não há cordialidade possível, e o ambiente é claramente mau... Então o que fazer para que os trabalhos de grupo se tornem suportáveis?
Principal: Se um trabalho de grupo correu mal com certas pessoas, na maioria dos casos não vale a pena insistir, porque não vai dar certo...
Depois: MUITA paciência, MAS, sem deixarem que os outros abusem dela e dizer tudo logo, nao guardar sentimentos de raiva...
E por fim: ter em conta qual é a melhor ideia para um bom trabalho, e não, a minha ideia é melhor que a tua (mesmo que até seja)...
Este post é para eu vir cá ler para a próxima que tiver de fazer um trabalho de grupo....
Mas, não há bela sem senão.... E os maravilhosos trabalhos de grupo podem tornar-se verdadeiras confusões e fonte de discussão. Até ao 9º ano não se nota nada, no secundário começam a haver algumas discórdias, e na universidade tornam-se verdadeiros pesadelos... Provavelmente porque vamos crescendo, cada vez mais vamos encontrando gente diferente com ideias diferentes e com métodos de trabalho diferentes. E depois há sempre um desgraçado que tem de trabalhar mais, há competitividade pela melhor nota, há opiniões diferentes que não conseguem coexistir, há sempre alguém que quer mandar, há a falta de paciência e cordialidade, entre outros... E os trabalhos de grupo tornam-se piores quando não nos damos bem com os outros elementos do grupo, e aí é que não há cordialidade possível, e o ambiente é claramente mau... Então o que fazer para que os trabalhos de grupo se tornem suportáveis?
Principal: Se um trabalho de grupo correu mal com certas pessoas, na maioria dos casos não vale a pena insistir, porque não vai dar certo...
Depois: MUITA paciência, MAS, sem deixarem que os outros abusem dela e dizer tudo logo, nao guardar sentimentos de raiva...
E por fim: ter em conta qual é a melhor ideia para um bom trabalho, e não, a minha ideia é melhor que a tua (mesmo que até seja)...
Este post é para eu vir cá ler para a próxima que tiver de fazer um trabalho de grupo....
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