Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena...
Alberto Caeiro
29 de maio de 2010
22 de maio de 2010
E depois?
Alguém já se perguntou como ficou Fátima depois da visita do Papa?
Ficou um bocadinho mais suja....
É impressionante a falta de higiene e de civismo das pessoas (as mesmas pessoas civilizadas e dignas de respeito que vêm rezar a Fátima)... À volta do Santuário há alguns pequenos espaços verdes, que agora ficaram um bocadinho menos verdes porque as pessoam depositaram lá o lixo que traziam..
E parece que também ninguém se deu ao trabalho de limpar aquilo... Acho vergonhoso que ninguém o tenha feito, só demostra a importância que dão às coisas.... Antes, tudo estava num brinquinho, depois, tudo está uma porcaria... É daqulas coisas que felizmente não me deixam inerte...
Ficou um bocadinho mais suja....
É impressionante a falta de higiene e de civismo das pessoas (as mesmas pessoas civilizadas e dignas de respeito que vêm rezar a Fátima)... À volta do Santuário há alguns pequenos espaços verdes, que agora ficaram um bocadinho menos verdes porque as pessoam depositaram lá o lixo que traziam..
E parece que também ninguém se deu ao trabalho de limpar aquilo... Acho vergonhoso que ninguém o tenha feito, só demostra a importância que dão às coisas.... Antes, tudo estava num brinquinho, depois, tudo está uma porcaria... É daqulas coisas que felizmente não me deixam inerte...
12 de maio de 2010
Fé ou Hipocrisia?
Parece que o mundo está de olhos postos em Fátima por causa de visita do Papa Bento XVI ao nosso país. Só quem está por cá é que sabe exactamente o que se passa, e por mais que nos queiramos alhear, é impossível ficar inerte.
Os dias foram-se aproximando e começavam a aparecer polícia por todo o lado, vários pronto-socorros, foram-se dando os últimos acabamentos nas ruas e enfeitou-se tudo bonitinho com bandeirinhas e fitinhas…
Sim, mas isto é o que o Papa vai ver, tudo limpinho e arranjadinho como nunca me lembro de ter sido feito, e as outras ruas, já não é preciso arranjo? O que dizem alguns é que devia vir cá o Papa todos os anos, podia ser que assim ficasse tudo bem… Faz-me lembrar aquelas senhoras que têm a casa num brinco e depois se formos ver, varreram para debaixo do tapete… É ou não uma hipocrisia da Câmara Municipal?
Já para não falar dos próprios peregrinos, cada um com a sua fé, isso não questiono, mas quantos não andam à batatada por um lugar no expresso ou quantos não se empurram no meio das multidões só para ver o Papa? E fazem-no porque têm muita fé, mas que fé é essa que não respeita o outro?
Dizem que é tão bom vir cá o Papa para dar alento às famílias nesta altura de crise, mas o que é que isso tem de mais? Vai-lhes por comida na mesa? Não me parece.
Eu achava muito bem que viesse cá o Papa, e que viessem os peregrinos, mas não era neste ambiente hipócrita… Cada um olha para o seu umbigo e cada um procura o melhor lugar para ficar a olhar para o Papa e tampouco se preocupam com a sua própria consciência.
Fico contente apenas por verificar que as pessoas se juntam e fazem esforços para conseguir chegar a um lugar, mostra-me que é possível acreditar que um dia se juntarão por algo mais ”importante”. Por um mundo melhor seria uma boa opção…
Os dias foram-se aproximando e começavam a aparecer polícia por todo o lado, vários pronto-socorros, foram-se dando os últimos acabamentos nas ruas e enfeitou-se tudo bonitinho com bandeirinhas e fitinhas…
Sim, mas isto é o que o Papa vai ver, tudo limpinho e arranjadinho como nunca me lembro de ter sido feito, e as outras ruas, já não é preciso arranjo? O que dizem alguns é que devia vir cá o Papa todos os anos, podia ser que assim ficasse tudo bem… Faz-me lembrar aquelas senhoras que têm a casa num brinco e depois se formos ver, varreram para debaixo do tapete… É ou não uma hipocrisia da Câmara Municipal?
Já para não falar dos próprios peregrinos, cada um com a sua fé, isso não questiono, mas quantos não andam à batatada por um lugar no expresso ou quantos não se empurram no meio das multidões só para ver o Papa? E fazem-no porque têm muita fé, mas que fé é essa que não respeita o outro?
Dizem que é tão bom vir cá o Papa para dar alento às famílias nesta altura de crise, mas o que é que isso tem de mais? Vai-lhes por comida na mesa? Não me parece.
Eu achava muito bem que viesse cá o Papa, e que viessem os peregrinos, mas não era neste ambiente hipócrita… Cada um olha para o seu umbigo e cada um procura o melhor lugar para ficar a olhar para o Papa e tampouco se preocupam com a sua própria consciência.
Fico contente apenas por verificar que as pessoas se juntam e fazem esforços para conseguir chegar a um lugar, mostra-me que é possível acreditar que um dia se juntarão por algo mais ”importante”. Por um mundo melhor seria uma boa opção…
29 de abril de 2010
História da ilha de Páscoa
A ilha de Páscoa foi, como o póprio nome indica, descoberta no dia de Páscoa. Os seus descobridores ao chegarem lá ficaram impressionados com as numerosas gigantescas estátuas com 10 metros de altura (ou mais) e ainda mais espantádos quando viram que a ilha era despovoada de árvores e de plantações os seus habitantes viviam miseravelmente.
Era na altura um mistério a origem daquelas estátuas, contudo, anos depois em descobertas arqueológicas, verificou-se que muito tempo antes teria existido ali um povo próspero que acabou por desenvolver maquinaria que permitiu a construção das enormes estátuas uma após a outra. No entanto, após tanta dedicação às estatuas, foram-se cortando árvores para a construção dos engenhos, até estas se acabarem. Sem árvores os solos ficáram sujeitos à erosão e a água das chuvas arrastava a terras, desprovidas de raizes que a fixassem, destruindo as plantações. Ora, para além da degradação ambiental, também se gerou grande fome entre a população, dando assim o grande passo para a decadência da ilha.
Esta hisória pode-nos ilucidar para as grandes questões ambientais, e mostra-nos a verdadeira importância de um desenvolvimento sustentável. Um dia destes, se permanecermos a este ritmo, a hisória da ilha de Páscoa pode voltar a repetir-se... Mas desta vez será a nível global...
23 de abril de 2010
Dia da Terra
Eu sei que já foi ontem...Mas a falta de tempo não perdoa... De qualquer forma, este blog não podia ficar inerte a esta data.
O Dia da Terra foi criado em 1970 e tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da poluição, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger o planeta Terra. O seu criador foi o Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial .
Surgiu como um movimento universitário, e converteu-se num importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para procurar soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo, a proibição de utilizar produtos químicos prejudiciais, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Terra
http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/DomTransversais/Documentos/doc21.htm
O Dia da Terra foi criado em 1970 e tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da poluição, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger o planeta Terra. O seu criador foi o Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial .
Surgiu como um movimento universitário, e converteu-se num importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para procurar soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo, a proibição de utilizar produtos químicos prejudiciais, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Terra
http://www.confagri.pt/Ambiente/AreasTematicas/DomTransversais/Documentos/doc21.htm
19 de abril de 2010
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, como grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia teu corpo, de repente
Hei-de morrer de te amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, como grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia teu corpo, de repente
Hei-de morrer de te amar mais do que pude.
Vinicius de Moraes
6 de abril de 2010
Transgénicos e ambiente
Também no meio ambiente se fazem sentir os efeitos indesejáveis dos alimentos transgénicos. Primeiro, devido as suas características que os tornam resistentes a pragas, o que torna a competição com outras espécies desigual, acabando mesmo por faze-las desaparecer, bem como outras espécies inofensivas e benéficas, como abelhas e joaninhas, o que constitui uma grande e irremediável perda de biodiversidade.
Uma outra característica destes organismos e a resistência a herbicidas, o que supostamente seria uma vantagem, mas que se torna muito prejudicial, visto que há resistência a herbicidas, o seu uso torna-se muito mais intensivo e indiscriminado, o que se revela nocivo para outras espécies e ainda origina contaminação dos solos e consequentemente, poluição. Há ainda o risco de cruzamentos entre plantas transgénicas e plantas normais o que pode levar ao aparecimento de plantas com características anormais que podem transformar-se em “super-pragas”, sem predadores naturais e difíceis de controlar. Pode ocorrer ainda a transferência de genes entre organismos, nomeadamente genes de resistência a pesticidas, o que pode levar a criação de pragas resistentes a pesticidas.
Os OGM são ainda apontados como a solução para acabar com a fome no mundo devido aos baixos custos de produção. Mas o que é certo é que a comida que todos os dias é desperdiçada em nossas casas era mais que suficiente para acabar com a fome. Não existem poucos recursos alimentares, o que existe é uma muito má distribuição desses recursos.
Uma outra característica destes organismos e a resistência a herbicidas, o que supostamente seria uma vantagem, mas que se torna muito prejudicial, visto que há resistência a herbicidas, o seu uso torna-se muito mais intensivo e indiscriminado, o que se revela nocivo para outras espécies e ainda origina contaminação dos solos e consequentemente, poluição. Há ainda o risco de cruzamentos entre plantas transgénicas e plantas normais o que pode levar ao aparecimento de plantas com características anormais que podem transformar-se em “super-pragas”, sem predadores naturais e difíceis de controlar. Pode ocorrer ainda a transferência de genes entre organismos, nomeadamente genes de resistência a pesticidas, o que pode levar a criação de pragas resistentes a pesticidas.
Os OGM são ainda apontados como a solução para acabar com a fome no mundo devido aos baixos custos de produção. Mas o que é certo é que a comida que todos os dias é desperdiçada em nossas casas era mais que suficiente para acabar com a fome. Não existem poucos recursos alimentares, o que existe é uma muito má distribuição desses recursos.
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