Coca-Cola e Pepsi alteram receita para evitar alerta cancerígeno nas embalagens
«As conclusões de um estudo pedido pelo Center for Science in the Public Interest (CSPI) – uma associação de defesa do consumidor norte-americana com sede em Washington –, indicam que as latas de Pepsi contêm entre 145 a 153 microgramas de 4-metilimidazol (4-MI) e que as de Coca-Cola têm entre 142 e 146, tanto nas versões normais como nas “light”.
E, segundo a lei californiana, qualquer produto com mais de 29 microgramas desta substância, conhecida como corante de caramelo, deve ter um rótulo que alerte para os perigos oncológicos. Com base no modelo de risco adoptado neste estado, o CSPI estima que o corante caramelo encontrado seja responsável por cerca de 15.000 casos de cancro na população norte-americana.
O CSPI já fez uma petição para que a substância seja proibida em todo o país e enviou o documento à Food and Drug Administration (agência norte-americana que regula os alimentos e medicamentos). Pede também que o 4-metilimidazol não possa ser chamado apenas de “corante de caramelo” e que passe a ser designado por “corante de caramelo quimicamente modificado” ou “corante de caramelo obtido por processo de sulfito de amónia”.
Por agora, as marcas optaram por alterar voluntariamente a receita para os níveis legalmente permitidos na Califórnia. No futuro ponderam reduzir a quantidade de corante em todos os estados daquele país, para facilitar a produção das bebidas. O mercado europeu para já não terá alterações.
O problema do corante de caramelo destas bebidas é que, ao contrário do que se faz em casa, em que se mistura água e açúcar numa frigideira, aqui a reacção do açúcar é obtida com o auxílio de amónia e sulfitos, sujeitos a altas pressões e temperaturas para se obter o metilimidazol – associado a tumores do pulmão, fígado, tiróide e leucemia em estudos conduzidos em ratinhos, mas que ainda não foram comprovados em humanos.
“Apesar de acreditarmos que não há nenhum risco de saúde pública que justifique tal mudança, pedimos aos nossos fornecedores de caramelo que dêem já este passo para que os nossos produtos não sejam sujeitos a um alerta científico injustificado”, explicou Diana Garza-Ciarlante, representante da Coca-Cola, citada pelas agências internacionais. Também a Associação de Bebidas Americana, que representa a indústria do sector, salientou que os estudos apenas mostram alguns efeitos cancerígenos em animais, mas que em humanos não há qualquer evidência científica.
Já a Food and Drug Administration assegurou que está a analisar o assunto mas, para acalmar os consumidores, exemplificou que para ingerir as quantidades potencialmente cancerígenas seria necessário beber diariamente 1000 latas de Coca-Cola ou Pepsi para obter as quantidades de 4-metilimidazol a que os ratinhos foram expostos em laboratório.
Uma posição que não satisfaz o director-executivo do CSPI. “A Coca-Cola e a Pepsi, com a aquiescência da FDA, estão a expor sem necessidade milhões de norte-americanos a um químico que provoca cancro”, contrapôs Michael Jacobson num comunicado, no qual apelida o 4-metilimidazol de “cosmética que não acrescenta sabor”.»
in Público
9 de março de 2012
27 de fevereiro de 2012
Perito afasta situação de seca perante volume de água nas albufeiras
Afinal não está assim tão mal como dizem..
«O volume de água actualmente armazenada nas maiores albufeiras do país corresponde à média esperada em Fevereiro e a situação ainda não configura um cenário de seca, segundo um perito do Instituto da Água (Inag).
A 15 de Fevereiro, 70% do território continental estava em situação de seca severa, 25% em seca moderada e 5% em seca extrema, segundo o índice de seca meteorológica divulgado pelo Instituto de Meteorologia.
Mas nesta época do ano, os índices das albufeiras são semelhantes aos anos anteriores. “Tomando como base as albufeiras de volume significativo, Portugal Continental tem cerca de 11 km3 de capacidade de armazenamento de água, da qual cerca de 70% se encontra preenchida”, disse à Lusa Rui Rodrigues, do Sistema de Nacional de informação de Recursos Hídricos (SNIRH), do Inag.»
notícia integral
«O volume de água actualmente armazenada nas maiores albufeiras do país corresponde à média esperada em Fevereiro e a situação ainda não configura um cenário de seca, segundo um perito do Instituto da Água (Inag).
A 15 de Fevereiro, 70% do território continental estava em situação de seca severa, 25% em seca moderada e 5% em seca extrema, segundo o índice de seca meteorológica divulgado pelo Instituto de Meteorologia.
Mas nesta época do ano, os índices das albufeiras são semelhantes aos anos anteriores. “Tomando como base as albufeiras de volume significativo, Portugal Continental tem cerca de 11 km3 de capacidade de armazenamento de água, da qual cerca de 70% se encontra preenchida”, disse à Lusa Rui Rodrigues, do Sistema de Nacional de informação de Recursos Hídricos (SNIRH), do Inag.»
notícia integral
28 de novembro de 2011
Cada português fez 517 quilos de lixo em 2009
"Em Portugal foram recolhidos 517 quilos de resíduos urbanos por habitante em 2009, com Porto Santo e Albufeira a liderarem a lista por concelho, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No total, foram recolhidos cerca de 5,5 milhões de toneladas de resíduos urbanos em todo o país, dos quais só 13 por cento foram provenientes de recolha selectiva, de acordo com os Anuários Estatísticos Regionais hoje publicados."
Notícia completa.
No total, foram recolhidos cerca de 5,5 milhões de toneladas de resíduos urbanos em todo o país, dos quais só 13 por cento foram provenientes de recolha selectiva, de acordo com os Anuários Estatísticos Regionais hoje publicados."
Notícia completa.
23 de outubro de 2011
Estudo independente ataca cépticos e confirma que a Terra está mesmo mais quente
«A temperatura da Terra aumentou, em média, 1ºC desde a década de 1950, diz um grupo de cientistas americanos que quis responder às dúvidas dos mais cépticos e aquecer o debate climático, em lume brando desde o “climategate” em 2009.»
in Público
in Público
3 de outubro de 2011
Escolhas alimentares amigas do ambiente
Aqui ficam umas dicas para uma alimentação mais ecológica e saudável.
"A produção intensiva de alimentos observada nas últimas décadas tem-se associado a uma grande emissão de gases com efeito de estufa que contribuem para o aquecimento global. É estimado por exemplo, que o sistema alimentar dos Estados Unidos, contribua para, pelo menos, 20 por cento dos gases com efeito estufa produzidos no país
Uma alimentação amiga do ambiente é a que acarreta uma baixa emissão de gases com efeito de estufa, nas várias fases do ciclo dos alimentos, incluindo produção, embalamento, processamento, transporte, preparação e tratamento dos desperdícios. À quantidade de gases com efeito de estufa emitidos por cada cidadão chama-se pegada de carbono e esta varia de pessoa para pessoa, de acordo com as suas escolhas. Desta forma, os nossos hábitos alimentares diários, poderão ter um impacto significativo sobre as mudanças climáticas.
A carne produzida de forma intensiva é um dos alimentos com maior impacto ambiental. No Brasil, um dos maiores produtores mundiais de carne, estima-se que a criação de bovinos tenha sido responsável por grande parte da desflorestação do Estado do Amazonas, com as implicações ambientais que lhe são inerentes. Medidas como reduzir o consumo de carne e aumentar a ingestão de produtos hortofrutícolas, poderão contribuir muito para a diminuição da emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.
Há que ter em conta também o transporte a que os alimentos estão sujeitos, já que este aspecto poderá ser responsável por uma elevada variabilidade na emissão de gases. Por exemplo, o consumo de frutos tropicais que viajaram de avião até nós, associa-se à emissão de cerca de trinta vezes mais gases responsáveis pelo aquecimento global comparativamente a frutos produzidos localmente. Já o transporte de maçãs por via marítima pode aumentar a produção de gases com efeito de estufa em 100 por cento em comparação às maçãs portuguesas que nos chegam por via terrestre. Mesmo por esta via, os longos percursos acarretam maiores emissões de gases para a atmosfera, sendo por isso a “maçã” da nossa terra, a escolha mais sensata em termos ambientais.
Outro aspecto a ter em consideração quando se fala de alimentação e ambiente, será o respeito pela sazonalidade dos alimentos. Actualmente, começamos a ter dificuldade em saber a que estação do ano pertence aquilo que consumimos, já que uma grande parte dos alimentos passou a estar disponível durante todo o ano. Degustamos (já sem espanto) cerejas, melão ou uvas pelo Natal e temos à disposição tomate ou feijão-verde durante todo o ano e esquecemo-nos que, para além do conteúdo nutricional dos alimentos fora de época ser diferente, os custos ambientais são bem mais elevados.
Os alimentos muito processados, por outro lado, obrigam a um consumo elevado de energia, resultando frequentemente numa elevada quantidade de desperdícios relacionados com o embalamento. Para além desta questão, preservamos mais o ambiente se reduzirmos a produção de desperdícios alimentares, adequando as porções de alimentos ao nosso apetite, evitando assim sobras desnecessárias.
Preferir uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal, produzidos localmente e sempre que possível não embalados, associada a um menor consumo de carne, será um passo importante em direcção a uma alimentação amiga do ambiente, com a vantagem de tender a ser também do ponto de vista nutricional, mais em consonância com as recomendações internacionais para a prevenção das doenças crónicas da civilização."
http://lifestyle.publico.pt/bemestar/294381_escolhas-alimentares-amigas-do-ambiente/1
"A produção intensiva de alimentos observada nas últimas décadas tem-se associado a uma grande emissão de gases com efeito de estufa que contribuem para o aquecimento global. É estimado por exemplo, que o sistema alimentar dos Estados Unidos, contribua para, pelo menos, 20 por cento dos gases com efeito estufa produzidos no país
Uma alimentação amiga do ambiente é a que acarreta uma baixa emissão de gases com efeito de estufa, nas várias fases do ciclo dos alimentos, incluindo produção, embalamento, processamento, transporte, preparação e tratamento dos desperdícios. À quantidade de gases com efeito de estufa emitidos por cada cidadão chama-se pegada de carbono e esta varia de pessoa para pessoa, de acordo com as suas escolhas. Desta forma, os nossos hábitos alimentares diários, poderão ter um impacto significativo sobre as mudanças climáticas.
A carne produzida de forma intensiva é um dos alimentos com maior impacto ambiental. No Brasil, um dos maiores produtores mundiais de carne, estima-se que a criação de bovinos tenha sido responsável por grande parte da desflorestação do Estado do Amazonas, com as implicações ambientais que lhe são inerentes. Medidas como reduzir o consumo de carne e aumentar a ingestão de produtos hortofrutícolas, poderão contribuir muito para a diminuição da emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.
Há que ter em conta também o transporte a que os alimentos estão sujeitos, já que este aspecto poderá ser responsável por uma elevada variabilidade na emissão de gases. Por exemplo, o consumo de frutos tropicais que viajaram de avião até nós, associa-se à emissão de cerca de trinta vezes mais gases responsáveis pelo aquecimento global comparativamente a frutos produzidos localmente. Já o transporte de maçãs por via marítima pode aumentar a produção de gases com efeito de estufa em 100 por cento em comparação às maçãs portuguesas que nos chegam por via terrestre. Mesmo por esta via, os longos percursos acarretam maiores emissões de gases para a atmosfera, sendo por isso a “maçã” da nossa terra, a escolha mais sensata em termos ambientais.
Outro aspecto a ter em consideração quando se fala de alimentação e ambiente, será o respeito pela sazonalidade dos alimentos. Actualmente, começamos a ter dificuldade em saber a que estação do ano pertence aquilo que consumimos, já que uma grande parte dos alimentos passou a estar disponível durante todo o ano. Degustamos (já sem espanto) cerejas, melão ou uvas pelo Natal e temos à disposição tomate ou feijão-verde durante todo o ano e esquecemo-nos que, para além do conteúdo nutricional dos alimentos fora de época ser diferente, os custos ambientais são bem mais elevados.
Os alimentos muito processados, por outro lado, obrigam a um consumo elevado de energia, resultando frequentemente numa elevada quantidade de desperdícios relacionados com o embalamento. Para além desta questão, preservamos mais o ambiente se reduzirmos a produção de desperdícios alimentares, adequando as porções de alimentos ao nosso apetite, evitando assim sobras desnecessárias.
Preferir uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal, produzidos localmente e sempre que possível não embalados, associada a um menor consumo de carne, será um passo importante em direcção a uma alimentação amiga do ambiente, com a vantagem de tender a ser também do ponto de vista nutricional, mais em consonância com as recomendações internacionais para a prevenção das doenças crónicas da civilização."
http://lifestyle.publico.pt/bemestar/294381_escolhas-alimentares-amigas-do-ambiente/1
18 de setembro de 2011
Ecologistas ibéricos manifestam-se pelo encerramento de central nuclear de Almaraz
«“Portugal pode vir a ser afectado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica”, explica a Associação Nacional de Conservação da Natureza. (...)
A central nuclear de Almaraz está em funcionamento desde o início dos anos 80 e deveria ter encerrado em Junho de 2010. No entanto, o Governo espanhol decidiu prolongar a sua actividade por mais dez anos. “A Quercus manifesta grande preocupação com este prolongamento do prazo de funcionamento da central” e “exige que o Governo espanhol cumpra as suas promessas de abandono gradual da energia nuclear e tome a decisão de encerrar esta central a curto prazo”, conclui. (...)
Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho espanhol de Segurança Nuclear. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.»
in Público
A central nuclear de Almaraz está em funcionamento desde o início dos anos 80 e deveria ter encerrado em Junho de 2010. No entanto, o Governo espanhol decidiu prolongar a sua actividade por mais dez anos. “A Quercus manifesta grande preocupação com este prolongamento do prazo de funcionamento da central” e “exige que o Governo espanhol cumpra as suas promessas de abandono gradual da energia nuclear e tome a decisão de encerrar esta central a curto prazo”, conclui. (...)
Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho espanhol de Segurança Nuclear. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.»
in Público
10 de setembro de 2011
Alterações climáticas
4 de setembro de 2011
Os portugueses estão a evoluir! II
«Portugal é um dos três países com consumidores mais preocupados com as alterações climáticas, conclui um estudo da consultora Nielsen em 51 países.
(...)
“Em Portugal, condições atmosféricas severas com ondas de calor extremo e incomuns no Verão e neve no Inverno, nos últimos anos, têm aumentado a preocupação e a consciencialização do consumidor sobre as questões do aquecimento global e das alterações climáticas”, afirmou o director da Nielsen Portugal, Luís Bio, citado no comunicado.
Segundo as conclusões gerais do estudo, a poluição do ar, com 77 por cento das respostas, e a água, com 75 por cento, lideraram as preocupações, com subidas de seis pontos percentuais na comparação com 2009.
As áreas onde a preocupação está a aumentar mais rapidamente (entre 73 por cento dos consumidores) são o uso de pesticidas, o desperdício de embalagens e a falta de água, indicando um aumento na preocupação entre 16 e 13 pontos percentuais.
Oitenta e três por cento dos consumidores afirmam que é importante que as empresas realizem programas que melhorem o ambiente, mas apenas 22 por cento dizem que pagarão mais por um produto amigo do ambiente.
Entre as tentativas realizadas pelos fabricantes em relação ao ambiente e sustentabilidade, a reciclagem de embalagens e produtos de energia eficientes são vistos como os mais úteis.»
in Público
(...)
“Em Portugal, condições atmosféricas severas com ondas de calor extremo e incomuns no Verão e neve no Inverno, nos últimos anos, têm aumentado a preocupação e a consciencialização do consumidor sobre as questões do aquecimento global e das alterações climáticas”, afirmou o director da Nielsen Portugal, Luís Bio, citado no comunicado.
Segundo as conclusões gerais do estudo, a poluição do ar, com 77 por cento das respostas, e a água, com 75 por cento, lideraram as preocupações, com subidas de seis pontos percentuais na comparação com 2009.
As áreas onde a preocupação está a aumentar mais rapidamente (entre 73 por cento dos consumidores) são o uso de pesticidas, o desperdício de embalagens e a falta de água, indicando um aumento na preocupação entre 16 e 13 pontos percentuais.
Oitenta e três por cento dos consumidores afirmam que é importante que as empresas realizem programas que melhorem o ambiente, mas apenas 22 por cento dizem que pagarão mais por um produto amigo do ambiente.
Entre as tentativas realizadas pelos fabricantes em relação ao ambiente e sustentabilidade, a reciclagem de embalagens e produtos de energia eficientes são vistos como os mais úteis.»
in Público
2 de agosto de 2011
Depois da Terra, usa-se o espaço como lixeira...
Todos os anos 500 toneladas de detritos vão para o espaço.
Falta um aspirador para nos salvar do lixo espacial
Parece que já nem o espaço aguenta a quantidade de lixo enviada...
Falta um aspirador para nos salvar do lixo espacial
Parece que já nem o espaço aguenta a quantidade de lixo enviada...
29 de julho de 2011
Os portugueses estão a evoluir!
Portugueses já separaram este ano mais de 290 mil toneladas de embalagens
«No primeiro semestre deste ano os portugueses separaram para reciclagem 290.613 toneladas de resíduos de embalagens, mais 5,2 por cento em relação ao período homólogo de 2010, revelou a Sociedade Ponto Verde.»
Gosto disto =)
«No primeiro semestre deste ano os portugueses separaram para reciclagem 290.613 toneladas de resíduos de embalagens, mais 5,2 por cento em relação ao período homólogo de 2010, revelou a Sociedade Ponto Verde.»
Gosto disto =)
25 de julho de 2011
Alterações climáticas, poluição e consequências...
Já toda a gente sabe as consequências do aquecimento global: aumento do nível médio das águas do mar, perda de costa, perda de biodiversidade,desflorestação... etc. Mas parece que há mais para além disso. Segundo um estudo recente, muitos produtos toxicos acumulados no gelo durante anos estão agora a ser libertados devido ao degelo do Árctico.
Degelo do Árctico está a libertar substâncias tóxicas
Estas substâncias são pesticidas como DDT, PCB's (bifenil policlorados), e Hexaclorobenzeno, são ricos em cloro, daí a sua toxicidade, resistência à degradação e persistência no meio ambiente, sendo por isso conhecidos como POP, poluentes orgânicos persistentes, cujo uso é proibido desde 2004. Estes poluentes podem acumular-se não só no meio ambiente como também no corpo humano, sendo potenciais carcinogénicos.
Isto é o resultado de dois problemas a poluição, e o aquecimento global. Apesar de não poderem ser usados POP hoje em dia, o seu efeito continuará a exercer-se durante muito tempo. Principalmente quando um dos locais que poderiam de certa forma mante-los "afastados" também são destruídos.
Degelo do Árctico está a libertar substâncias tóxicas
Estas substâncias são pesticidas como DDT, PCB's (bifenil policlorados), e Hexaclorobenzeno, são ricos em cloro, daí a sua toxicidade, resistência à degradação e persistência no meio ambiente, sendo por isso conhecidos como POP, poluentes orgânicos persistentes, cujo uso é proibido desde 2004. Estes poluentes podem acumular-se não só no meio ambiente como também no corpo humano, sendo potenciais carcinogénicos.
Isto é o resultado de dois problemas a poluição, e o aquecimento global. Apesar de não poderem ser usados POP hoje em dia, o seu efeito continuará a exercer-se durante muito tempo. Principalmente quando um dos locais que poderiam de certa forma mante-los "afastados" também são destruídos.
12 de julho de 2011
Água de fontes públicas não deve ser consumida
«O Instituto Ricardo Jorge concluiu que "a grande maioria das bicas e fontanários não possui água de qualidade adequada para consumo humano". Instituto analisou 41 fontes em Sintra, mas defende que risco para a saúde pública é extensível a milhares de nascentes espalhadas no país.
"Já o meu avô e o meu pai lá bebiam", "eu sempre bebi esta água e nunca me fez mal". São frases usadas como justificação por muitas pessoas para continuarem a ingerir água dos milhares de fontanários espalhados pelo país, refere Helena Rebelo, coordenadora do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), coordenadora de um estudo que encontrou nestas nascentes águas com "um elevado risco para a saúde" e onde se diz que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano".
Estamos em pleno Verão, época de viagens e paragens para refrescar em fontes de beira de estrada. Helena Rebelo não aconselha as pessoas a beberem nestes locais, mesmo que o tenham feito antes sem problemas de saúde associados.
No estudo que coordenou, avaliou 41 fontanários localizados na área de Sintra e "só dois tinham águas em condições de ser bebida e eram muito poucos os que tinham placas a indicá-lo", enquanto 38 se revestiam de "um alto risco para a saúde, podendo desencadear doenças infecciosas".
Helena Rebelo defende que, embora esta não seja uma amostra estatisticamente representativa do país, o alerta de perigo para a saúde pública é extensível a milhares de outras fontes espalhadas pelo país, que, em regra, não são vigiadas. "A maior parte dos fontanários estão ao abandono", lembra, sublinhando que "continuam por definir competências em matéria de gestão e preservação destes recursos hídricos". O estudo foi divulgado recentemente no site da instituição e as amostras de água foram recolhidas entre Fevereiro de 2006 e Abril de 2007.
O estudo conclui que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano", lê-se, identificando-se como "um problema real de saúde pública que requer a atenção das autoridades de saúde, das autarquias locais e da população em geral".
A investigadora do Insa nota que algumas pessoas até escolhem este tipo de água por oposição à água da rede pública, a qual, apesar de tratada e sujeita a análises regulares, ainda é olhada com desconfiança. O próprio estudo alude à convicção de que "algumas nascentes naturais possuem propriedades terapêuticas". "Ainda existe a ideia de que as águas não tratadas são naturais. Agora o que é natural é bem. É difícil mudar mentalidades", constata.
O problema é que "as fontes de poluição continuam a aumentar". Tanto podem ser uma fossa séptica como pastagens com animais ou rupturas em redes de esgotos. Aliás, a própria agricultura e o uso de pesticidas e fertilizantes colocados no solo podem ser também a origem do problema. Nalgumas fontes foram encontrados nitratos de origem agrícola.
O facto de uma pessoa ter consumido dessa água contaminada e não ter ficado doente não faz dessa água própria para consumo. "Não basta um copo para se ficar doente", alerta, notando ainda que os organismos não reagem da mesma forma e que crianças ou pessoas com doenças pré-existentes e com o sistema imunitário mais vulnerável podem estar propensas a complicações.
A "contaminação microbiológica de origem fecal", que foi encontrada em 87,8 por cento das análises afectadas, incluindo a presença da agora famosa bactéria Escherichia coli, tem como complicação mais comum a gastreenterite, com sintomas como febre, diarreia e vómitos.
Como consequência do trabalho, a autarquia passou a assinalar as fontes com água imprópria para consumo, nota Helena Rebelo, mas o estudo propõe o seu encerramento.»
in Público
"Já o meu avô e o meu pai lá bebiam", "eu sempre bebi esta água e nunca me fez mal". São frases usadas como justificação por muitas pessoas para continuarem a ingerir água dos milhares de fontanários espalhados pelo país, refere Helena Rebelo, coordenadora do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), coordenadora de um estudo que encontrou nestas nascentes águas com "um elevado risco para a saúde" e onde se diz que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano".
Estamos em pleno Verão, época de viagens e paragens para refrescar em fontes de beira de estrada. Helena Rebelo não aconselha as pessoas a beberem nestes locais, mesmo que o tenham feito antes sem problemas de saúde associados.
No estudo que coordenou, avaliou 41 fontanários localizados na área de Sintra e "só dois tinham águas em condições de ser bebida e eram muito poucos os que tinham placas a indicá-lo", enquanto 38 se revestiam de "um alto risco para a saúde, podendo desencadear doenças infecciosas".
Helena Rebelo defende que, embora esta não seja uma amostra estatisticamente representativa do país, o alerta de perigo para a saúde pública é extensível a milhares de outras fontes espalhadas pelo país, que, em regra, não são vigiadas. "A maior parte dos fontanários estão ao abandono", lembra, sublinhando que "continuam por definir competências em matéria de gestão e preservação destes recursos hídricos". O estudo foi divulgado recentemente no site da instituição e as amostras de água foram recolhidas entre Fevereiro de 2006 e Abril de 2007.
O estudo conclui que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano", lê-se, identificando-se como "um problema real de saúde pública que requer a atenção das autoridades de saúde, das autarquias locais e da população em geral".
A investigadora do Insa nota que algumas pessoas até escolhem este tipo de água por oposição à água da rede pública, a qual, apesar de tratada e sujeita a análises regulares, ainda é olhada com desconfiança. O próprio estudo alude à convicção de que "algumas nascentes naturais possuem propriedades terapêuticas". "Ainda existe a ideia de que as águas não tratadas são naturais. Agora o que é natural é bem. É difícil mudar mentalidades", constata.
O problema é que "as fontes de poluição continuam a aumentar". Tanto podem ser uma fossa séptica como pastagens com animais ou rupturas em redes de esgotos. Aliás, a própria agricultura e o uso de pesticidas e fertilizantes colocados no solo podem ser também a origem do problema. Nalgumas fontes foram encontrados nitratos de origem agrícola.
O facto de uma pessoa ter consumido dessa água contaminada e não ter ficado doente não faz dessa água própria para consumo. "Não basta um copo para se ficar doente", alerta, notando ainda que os organismos não reagem da mesma forma e que crianças ou pessoas com doenças pré-existentes e com o sistema imunitário mais vulnerável podem estar propensas a complicações.
A "contaminação microbiológica de origem fecal", que foi encontrada em 87,8 por cento das análises afectadas, incluindo a presença da agora famosa bactéria Escherichia coli, tem como complicação mais comum a gastreenterite, com sintomas como febre, diarreia e vómitos.
Como consequência do trabalho, a autarquia passou a assinalar as fontes com água imprópria para consumo, nota Helena Rebelo, mas o estudo propõe o seu encerramento.»
in Público
7 de julho de 2011
Eurodeputados querem dar aos Estados mais poder de decisão sobre OGM
«A decisão de cultivar ou limitar organismos geneticamente modificados (OGM) deve caber a cada Estado membro da União Europeia, defendeu ontem o Parlamento Europeu, que apoia uma proposta de Bruxelas.
Os eurodeputados “concordam que o cultivo de OGM é uma questão que deve ser tratada por cada Estado-Membro. Mas vai mais longe que a Comissão, prevendo que, para além dos motivos ambientais e de saúde que têm de ser avaliados pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, os países possam também invocar outros motivos ambientais locais ou regionais, como a resistência aos pesticidas ou a manutenção da biodiversidade local, entre outros”, explica o Parlamento Europeu, em comunicado.
Também devem ser tidos em consideração os impactos socioeconómicos, defende a proposta votada ontem com 548 votos a favor, 84 contra e 31 abstenções.
O documento, que tem ainda de ser negociada com os Estados-Membros, altera uma directiva de 2001 sobre o cultivo de OGM.
Actualmente é autorizado na UE o cultivo de dois OGM: milho MON810 e batata Amflora. Em 2009 foram cultivados 94.800 hectares de milho MON810 em cinco Estados-Membros: Espanha, República Checa, Portugal, Roménia e Eslováquia. A batata Amflora é actualmente cultivada em na Suécia, Alemanha e República Checa.»
in Público
Os eurodeputados “concordam que o cultivo de OGM é uma questão que deve ser tratada por cada Estado-Membro. Mas vai mais longe que a Comissão, prevendo que, para além dos motivos ambientais e de saúde que têm de ser avaliados pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, os países possam também invocar outros motivos ambientais locais ou regionais, como a resistência aos pesticidas ou a manutenção da biodiversidade local, entre outros”, explica o Parlamento Europeu, em comunicado.
Também devem ser tidos em consideração os impactos socioeconómicos, defende a proposta votada ontem com 548 votos a favor, 84 contra e 31 abstenções.
O documento, que tem ainda de ser negociada com os Estados-Membros, altera uma directiva de 2001 sobre o cultivo de OGM.
Actualmente é autorizado na UE o cultivo de dois OGM: milho MON810 e batata Amflora. Em 2009 foram cultivados 94.800 hectares de milho MON810 em cinco Estados-Membros: Espanha, República Checa, Portugal, Roménia e Eslováquia. A batata Amflora é actualmente cultivada em na Suécia, Alemanha e República Checa.»
in Público
29 de maio de 2011
Residuos de antibioticos na carne
Cá está uma bela oportunidade de usar os conhecimentos aprendidos nas aulas para escrever qualquer coisa para o blog…
O tema é resíduos de antibióticos em carnes de animais.
Há uns anos para cá, felizmente que isso já mudou um pouco, os antibióticos eram dados aos animais indiscriminadamente para tratar as infecções, como profilaxia (para prevenir infecções) e como promotores de crescimento.
O único objectivo é ter lucro máximo… os animais são colocados amontoados e com péssimas condições de higiene, mas os antibióticos vieram resolver o assunto, menos animais doentes, menos animais mortos, e o melhor de tudo é que permitem que os animais engordem mais depressa.
Acontece que este uso indiscriminado de antibióticos tem consequências graves para a saúde humana. Nomeadamente o surgimento de resistências a antibióticos.
Isto é, uma pessoa ingere a carne de um animal que está cheia de resíduos de antibióticos, isto faz com que as bactérias que vivem normalmente no nosso organismo ganham resistência a esses antibióticos. E acontece que as bactérias têm a capacidade de passar essa resistência umas para as outras. Ora, quando uma pessoa tem uma infecção bacteriana e precisa de um antibiótico, este já não vai funcionar, pois a bactéria patogénica já vai ser resistente. É preciso outro antibiótico, e assim por diante até haver bactérias resistentes a praticamente todos os antibióticos conhecidos, ou seja, deixa de haver tratamento.
Mas podem pensar, os medicamentos usados nos animais são diferentes daqueles usados em humanos. E sim, é verdade, no entanto, os antibióticos apesar de não serem os mesmos, são do mesmo grupo, ou seja, são semelhantes. E aqui o que acontece é chamado resistência cruzada, ou seja, a exposição a um antibiótico fornece resistência a esse antibiótico e a outros antibióticos semelhantes.
Um exemplo disso mesmo foi o que aconteceu com a avoparcina e a vancomicina. A avoparcina era um antibiótico usado nos animais, e a vancomicina é um antibiótico de uso hospitalar apenas, ou seja o seu uso é muito restrito, precisamente para evitar resistências. Contudo, começaram a surgir resistências á vancomicina, e a culpa era da avoparcina que davam aos animais e cuja carne era ingerida pelos humanos.
Felizmente que desde 2005, o uso de antibióticos cuja única finalidade era ser promotor de crescimento foi proibido em Portugal. A avorparcina foi proibida nas rações animais, contudo outros antibióticos continuam a ser usados. Resta ainda muito trabalho a fazer.
Infelizmente os problemas das produções intensivas animais não ficam por aqui… mas isso fica para outro post…
Fica aqui um vídeo para vos elucidar melhor..
O tema é resíduos de antibióticos em carnes de animais.
Há uns anos para cá, felizmente que isso já mudou um pouco, os antibióticos eram dados aos animais indiscriminadamente para tratar as infecções, como profilaxia (para prevenir infecções) e como promotores de crescimento.
O único objectivo é ter lucro máximo… os animais são colocados amontoados e com péssimas condições de higiene, mas os antibióticos vieram resolver o assunto, menos animais doentes, menos animais mortos, e o melhor de tudo é que permitem que os animais engordem mais depressa.
Acontece que este uso indiscriminado de antibióticos tem consequências graves para a saúde humana. Nomeadamente o surgimento de resistências a antibióticos.
Isto é, uma pessoa ingere a carne de um animal que está cheia de resíduos de antibióticos, isto faz com que as bactérias que vivem normalmente no nosso organismo ganham resistência a esses antibióticos. E acontece que as bactérias têm a capacidade de passar essa resistência umas para as outras. Ora, quando uma pessoa tem uma infecção bacteriana e precisa de um antibiótico, este já não vai funcionar, pois a bactéria patogénica já vai ser resistente. É preciso outro antibiótico, e assim por diante até haver bactérias resistentes a praticamente todos os antibióticos conhecidos, ou seja, deixa de haver tratamento.
Mas podem pensar, os medicamentos usados nos animais são diferentes daqueles usados em humanos. E sim, é verdade, no entanto, os antibióticos apesar de não serem os mesmos, são do mesmo grupo, ou seja, são semelhantes. E aqui o que acontece é chamado resistência cruzada, ou seja, a exposição a um antibiótico fornece resistência a esse antibiótico e a outros antibióticos semelhantes.
Um exemplo disso mesmo foi o que aconteceu com a avoparcina e a vancomicina. A avoparcina era um antibiótico usado nos animais, e a vancomicina é um antibiótico de uso hospitalar apenas, ou seja o seu uso é muito restrito, precisamente para evitar resistências. Contudo, começaram a surgir resistências á vancomicina, e a culpa era da avoparcina que davam aos animais e cuja carne era ingerida pelos humanos.
Felizmente que desde 2005, o uso de antibióticos cuja única finalidade era ser promotor de crescimento foi proibido em Portugal. A avorparcina foi proibida nas rações animais, contudo outros antibióticos continuam a ser usados. Resta ainda muito trabalho a fazer.
Infelizmente os problemas das produções intensivas animais não ficam por aqui… mas isso fica para outro post…
Fica aqui um vídeo para vos elucidar melhor..
12 de maio de 2011
Menos educação pode acelerar envelhecimento
«Uma equipa de cientistas associou o envelhecimento celular com o grau de educação da população, concluindo que pessoas com menos escolaridade tinham células mais velhas. Este factor, segundo o artigo publicado recentemente na revista Brain, Behavior, and Immunity, era mais importante do que o nível económico actual das pessoas.
(...)
Os estudos entre a saúde e o estatuto socioeconómico são bem conhecidos. No passado, já se relacionou contextos sociais mais pobres com maiores probabilidades da utilização de tabaco, de menos exercício ou menos acesso a cuidados de saúde de qualidade.
No entanto, o novo estudo mostra que a educação é mais determinante no estado de saúde de uma pessoa a longo prazo, do que o estatuto social actual dessa pessoa ou o ordenado que recebe.
(...)
É difícil perceber quais é que são as raízes desta ligação. O artigo sugere que as pessoas mais educadas são capazes de tomar decisões mais informadas que beneficiam a sua saúde e, por outro lado, têm uma maior capacidade para gerirem o stress e a pressão.»
Notícia completa aqui.
(...)
Os estudos entre a saúde e o estatuto socioeconómico são bem conhecidos. No passado, já se relacionou contextos sociais mais pobres com maiores probabilidades da utilização de tabaco, de menos exercício ou menos acesso a cuidados de saúde de qualidade.
No entanto, o novo estudo mostra que a educação é mais determinante no estado de saúde de uma pessoa a longo prazo, do que o estatuto social actual dessa pessoa ou o ordenado que recebe.
(...)
É difícil perceber quais é que são as raízes desta ligação. O artigo sugere que as pessoas mais educadas são capazes de tomar decisões mais informadas que beneficiam a sua saúde e, por outro lado, têm uma maior capacidade para gerirem o stress e a pressão.»
Notícia completa aqui.
11 de maio de 2011
Água "pura" ou pura charlatisse?
Surgem de vez em quando umas publicidades de jarros e outros sistemas de purificação de água que alegadamente tornam a água mais pura, com melhor sabor, etc.
Utilizam também o argumento que reduzem o calcário, o cloro e os metais pesados que possam estar presentes na água e são prejudiciais à saúde.
Alguns destes produtos usam sistemas de filtração ou de osmose inversa, que o que fazem basicamente é desmineralizar a água.
De facto, a água usada no ferro de engomar, na máquina de lavar roupa, convém ser desmineralizada para evitar depósitos de calcário que podem danificar os aparelhos.
Mas a água que é para beber, NÃO deve ser totalmente desmineralizada pois torna-se prejudicial à saúde.
A água move-se através de uma membrana semi-permeavél por osmose, e passa do meio menos concentrado para o mais concentrado de forma a atingir um equilibrio (isotonicidade).
Já o movimento dos solutos (minerais por exemplo) através de uma membrana semi-permeavel ocorre, por exemplo, por difusao passiva, isto é do meio mais concentrado para o meio menos concentrado de forma a atingir o equilibrio de concentrações.
Quando ingerimos uma água desmineralizada (meio menos concentrado) os minerais do nosso corpo vão ter tendência a passar para essa água (pois seguem o gradiente de concentração) de forma a equilibrar os meios. A água é eliminada conjuntamente com os minerais do nosso corpo. Ora a consequência disso é a desmineralização dos ossos por exemplo.
Já para não falar que a água que chega à torneira das nossas casas é sujeita a análises e controlos de rotina que garantem a qualidade da mesma. Qualquer um pode ver na factura da água os valores paramétricos dos vários compostos analisados, quer químicos quer biológicos.
Como referi anteriormente, só no caso de proteger os electrodomesticos e para a industria estes sistemas são vantajosos. Por rotina, não se deve beber água proveniente destes sistemas devido aos problemas que daí podem surgir.
Certamente os senhores que comercializam estes aparelhos percebem muito de química, mas percebem pouco de biologia...
Utilizam também o argumento que reduzem o calcário, o cloro e os metais pesados que possam estar presentes na água e são prejudiciais à saúde.
Alguns destes produtos usam sistemas de filtração ou de osmose inversa, que o que fazem basicamente é desmineralizar a água.
De facto, a água usada no ferro de engomar, na máquina de lavar roupa, convém ser desmineralizada para evitar depósitos de calcário que podem danificar os aparelhos.
Mas a água que é para beber, NÃO deve ser totalmente desmineralizada pois torna-se prejudicial à saúde.
A água move-se através de uma membrana semi-permeavél por osmose, e passa do meio menos concentrado para o mais concentrado de forma a atingir um equilibrio (isotonicidade).
Já o movimento dos solutos (minerais por exemplo) através de uma membrana semi-permeavel ocorre, por exemplo, por difusao passiva, isto é do meio mais concentrado para o meio menos concentrado de forma a atingir o equilibrio de concentrações.
Quando ingerimos uma água desmineralizada (meio menos concentrado) os minerais do nosso corpo vão ter tendência a passar para essa água (pois seguem o gradiente de concentração) de forma a equilibrar os meios. A água é eliminada conjuntamente com os minerais do nosso corpo. Ora a consequência disso é a desmineralização dos ossos por exemplo.
Já para não falar que a água que chega à torneira das nossas casas é sujeita a análises e controlos de rotina que garantem a qualidade da mesma. Qualquer um pode ver na factura da água os valores paramétricos dos vários compostos analisados, quer químicos quer biológicos.
Como referi anteriormente, só no caso de proteger os electrodomesticos e para a industria estes sistemas são vantajosos. Por rotina, não se deve beber água proveniente destes sistemas devido aos problemas que daí podem surgir.
Certamente os senhores que comercializam estes aparelhos percebem muito de química, mas percebem pouco de biologia...
9 de maio de 2011
16 de abril de 2011
Resíduos de antibióticos presentes em rios e águas residuais
"Os resíduos dos antibióticos eliminados pelo organismo humano encontram-se nas águas tanto dos rios como nas águas residuais municipais e é necessário estudar o seu efeito no ambiente e na saúde do homem, defendeu hoje uma investigadora.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do estudo sobre a presença de resíduos de quatro antibióticos do grupo das fluoroquinolonas em amostras de águas do Centro do país referiu que em Portugal faltam estudos acerca deste tema, conhecimento indispensável para avançar com legislação.
«Há uma grande lacuna, há poucos estudos não só da ocorrência, de verificar os efeitos que têm no ambiente e sem dados dificulta a realização de uma avaliação adequada do risco para o ambiente e para a saúde humana para promover medidas de minimização», apontou Angelina Pena.
A União Europeia tem legislação que exige que se efectue uma avaliação dos riscos potenciais para o ambiente dos medicamentos, referiu.
O trabalho de investigação coordenado por Angelina Pena, do Centro de Estudos Farmacêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, foi um dos dois distinguidos com o prémio VALORMED 2010, atribuído pela Valormed e pela Universidade Nova de Lisboa.
O prémio pretende promover o desenvolvimento sustentável e a educação em saúde ambiental. O estudo apresenta um trabalho de investigação relativo à monitorização de resíduos de quatro antibióticos do grupo das fluoroquinolonas em amostras de águas do Rio Mondego e de águas residuais de quatro hospitais e da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Coimbra, como informa a VALORMED.
Apesar da «elevada eficiência» das ETAR, com níveis de 90 por cento, «encontramos resíduos deste grupo de antibióticos em quantidades residuais, quer em águas de superfície, quer em águas residuais, municipais e hospitalares», disse Angelina Pena.
No entanto, os dados detectados «são concordantes com o que se passa em outros países europeus», tanto no que respeita à presença deste grupo de antibióticos no ambiente e em águas residuais e águas de superfície, como também na eficiência das estações de tratamento de águas residuais, explicou a investigadora.
«Depois de saber da presença destes fármacos no ambiente, queremos saber qual o possível impacto que podem ter no ambiente e para o homem», apontou Angelina Pena, defendendo a necessidade de continuar os estudos."
Lusa/SOL
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do estudo sobre a presença de resíduos de quatro antibióticos do grupo das fluoroquinolonas em amostras de águas do Centro do país referiu que em Portugal faltam estudos acerca deste tema, conhecimento indispensável para avançar com legislação.
«Há uma grande lacuna, há poucos estudos não só da ocorrência, de verificar os efeitos que têm no ambiente e sem dados dificulta a realização de uma avaliação adequada do risco para o ambiente e para a saúde humana para promover medidas de minimização», apontou Angelina Pena.
A União Europeia tem legislação que exige que se efectue uma avaliação dos riscos potenciais para o ambiente dos medicamentos, referiu.
O trabalho de investigação coordenado por Angelina Pena, do Centro de Estudos Farmacêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, foi um dos dois distinguidos com o prémio VALORMED 2010, atribuído pela Valormed e pela Universidade Nova de Lisboa.
O prémio pretende promover o desenvolvimento sustentável e a educação em saúde ambiental. O estudo apresenta um trabalho de investigação relativo à monitorização de resíduos de quatro antibióticos do grupo das fluoroquinolonas em amostras de águas do Rio Mondego e de águas residuais de quatro hospitais e da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Coimbra, como informa a VALORMED.
Apesar da «elevada eficiência» das ETAR, com níveis de 90 por cento, «encontramos resíduos deste grupo de antibióticos em quantidades residuais, quer em águas de superfície, quer em águas residuais, municipais e hospitalares», disse Angelina Pena.
No entanto, os dados detectados «são concordantes com o que se passa em outros países europeus», tanto no que respeita à presença deste grupo de antibióticos no ambiente e em águas residuais e águas de superfície, como também na eficiência das estações de tratamento de águas residuais, explicou a investigadora.
«Depois de saber da presença destes fármacos no ambiente, queremos saber qual o possível impacto que podem ter no ambiente e para o homem», apontou Angelina Pena, defendendo a necessidade de continuar os estudos."
Lusa/SOL
12 de abril de 2011
10 de abril de 2011
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